Quanto custa a sua felicidade? Foi em busca desta resposta que o filósofo recifense Luiz Felipe Pondé, de 59 anos, desembarcou em sua cidade natal para conversar com o público sobre o assunto nesta quarta-feira (7) no Teatro RioMar, no Pina.

Pondé relembrou suas origens em Boa Viagem e contou uma de suas primeiras indagações sobre a felicidade ao escrever um artigo intitulado Deus me livre de ser feliz para a Folha de S.Paulo no ano de 2011, onde é colunista até hoje. Trazendo um vocabulário de fácil compreensão, o filósofo arrancava risos da plateia com exemplos práticos, que geravam uma identificação. Sua tentativa de ser “menos acadêmico” também se reedita no figurino escolhido: um tênis estilo all-star, calça jeans, blazer e camisa brancas.

“Uma das tentativas de ser feliz é tentar provar o quanto você é legal”, armou ele, que também reforçou como a vida artificial das redes sociais é o principal combustível de ansiedade.

Em pouco mais de uma hora, a palestra de Luiz Felipe Pondé pode ser resumida na seguinte sentença dita por ele no palco: “Felicidade a todo custo é uma das formas de ser infeliz”.

FRASES

“A felicidade passa hoje pelo sucesso profissional, pela ampla e infinita dependência do reconhecimento pelas mídias sociais – e isso tem criado um nível alto de ansiedade entre os mais jovens. Então a ideia da felicidade a qualquer custo é, na verdade, uma reflexão sobre o quanto a obsessão pela felicidade gera patologias relacionadas à felicidade”, destacou.

“Para você ser feliz, você tem que relaxar. A felicidade é uma forma de relaxamento. Como a polarização e a contínua polarização vai continuar existindo, essa tensão não vai acabar, é como se você tivesse que se guardar o tempo inteiro”, diz ele, que completa: “Acho que quando se tem muita informação, e muita informação gera saturação, gera tensão. E ninguém relaxa tendo que saber tanta coisa na vida”.

Fonte: JC Online