Dia Mundial do Rock: veja a origem e outras curiosidades do ritmo
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Dia Mundial do Rock: veja a origem e outras curiosidades do ritmo

Riffs de guitarra com giros de bateria e vocais furiosos. O ritmo imponente celebra nesta segunda-feira (13) sua data especial: o Dia Mundial do Rock. Curiosamente, o dia nasceu de um ato a favor da humanidade, quando em 13 de julho de 1985 o festival Live Aid reuniu nomes famosos e que viraram lendas do rock, como The Queen, The Who e U2, por exemplo, para arrecadar fundos contra a fome no continente africano. Abaixo, a equipe do Viva RioMar Recife seleciona outras curiosidades que marcam o rock’n’roll mundial.

Origem

Sister Rosetta Tharpe, uma mulher negra inventou o rock. Ainda nas décadas de 1930 e 1940, a cantora gospel comandava um programa de rádio em que misturava o blues/jazz com seu extraordinário talento com a guitarra. Reza a lenda que o jovem Elvis Presley na época saía correndo da escola para ir escutar Tharpe tocar.

Seja como for, a música original da artista foi a inspiração para outros cantores de renome, como B.B King e Bob Dylan.

Elvis não morreu

Para falar do rock é inevitável mencionar Elvis Presley. Afinal, o cantor é considerado o “Rei do Rock”, e conseguiu pela sua voz e movimento dançante dos seus quadris levar a força da música negra para os lares das famílias brancas, e assim tornar o ritmo verdadeiramente popular. O legado de Elvis permanece vivo nos dias atuais, quando ao longo dos 24 anos de carreira, o rockeiro gravou cerca de 700 músicas e estima-se que ele tenha vendido até agora pelo menos 1,5 bilhão de discos.

Elvis Presley, o Rei do Rock – Domínio Público

Os clássicos

Assim como Elvis, outros nomes também deixaram seu legado entre as estrelas do rock. E dois deles merecem uma menção especial: Bob Dylan e David Bowie. O primeiro, aos 79 anos recentemente lançou o 39º disco da carreira, em mais de meio século dedicado à música. Dylan é um monstro dentro do ritmo, e já recebeu, inclusive, o Prêmio Nobel de Literatura, que o reconheceu como “provavelmente o maior poeta vivo”.

Bob Dylan — Foto: Divulgação

Já David Bowie, conhecido como o “Camaleão do Rock”, ainda tem sua voz ecoando em tudo quanto é rádio e programas dedicados à música, mesmo após quatro anos da sua morte. Não é para menos, foram 54 anos de carreira que renderam 25 discos solo e outros tantos projetos diferentes, como o filme “Labyrinth”, por exemplo, estrelado por Bowie e ‎Jennifer Connelly. Na música, o legado é épico, com canções lendárias como The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972), Aladdin Sane (1973), Young Americans (1975), “Heroes” (1977), Let’s Dance (1983) e Hours (1999), apenas para citar algumas.

Foto: Reprodução/YouTube

Os dinossauros do Rock

Dentro do ritmo, alguns nomes e bandas permanecem até hoje tocando muito rock and roll por onde passam. E, claro, por sua energia e dedicação merecem ser mencionados. Black Sabbath, por exemplo, está na estrada desde 1968, com o excêntrico Ozzy Osbourne à frente. O grupo teve influência decisiva para o heavy metal que seria desenvolvido nos anos seguintes.

Foto: Divulgação

Outra “rapaziada” de respeito é a turma do The Rolling Stones. Clássico do rock, o grupo que surgiu no ano de 1962 é considerado um dos maiores, mais antigos e mais bem sucedidos grupos musicais de todos os tempos. Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood são donos de uma rica história em prol do rock e já conseguiram até entrar para o Livro dos Recordes, durante a turnê “A Bigger Bang Tour”. É que na ocasião os músicos realizaram um concerto gratuito nas areias da praia de Copacabana, em 2006, na cidade do Rio de Janeiro, e atraíram mais de 2 milhões de pessoas. Desde então, o evento é considerado como o concerto gratuito com maior público realizado por uma única banda.

Foto: Divulgação

Woodstock

Mesmo não sendo fã de rock, você provavelmente já ouviu falar no festival Woodstock. Ocorrido em 1969 nos Estados Unidos, o evento reuniu uma multidão de fãs sob o lema de paz e da música, e se consagrou como um marco da história da contracultura. Por lá estiveram lendas do rock, como Jimi Hendrix e Janis Joplin. Esta última, que teve apenas três anos de carreira, ganhou a fama de “rainha do rock”, e é sempre lembrada por sua performance em Woodstock.

Apresentação de Jimi Hendrix no festival Woodstock, no dia 18 de agosto de 1969 Foto: LARRY C. MORRIS / NYT

Rock in Rio

No Brasil, o ritmo se difundiu timidamente. Nomes como Roberto Carlos e Erasmo Carlos, embalados pela magia de Elvis e pelo poder musical dos Beatles, ajudaram a “nacionalizar” o rock and roll. No entanto, foi somente nos anos de 1980 que o País viu efervescer os acordes vibrantes de guitarra misturados com letras de indignação social na voz de bandas como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Rádio Taxi e Barão Vermelho, por exemplo. E nesse contexto, nascia o épico festival Rock in Rio, em 1985.

Crédito da imagem: reprodução parcial da capa do primeiro álbum do Barão Vermelho.

Com nomes como Cazuza dando um show no palco, o evento ultrapassou as fronteiras da música e impulsionou as bandas de rock nacionais. Em seguida, o espaço estava aberto para grupos como Legião Urbana, Biquini Cavadão, Plebe Rude, Titãs e Ira!.

Você lembra como era a vida dos adolescentes nos anos 90?

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