Segurança digital: como preservar o acesso das crianças à web

Segurança digital: como preservar o acesso das crianças à web

Isoladas em casa a fim de evitar o contágio pelo novo coronavírus, as pessoas encontraram na Internet uma forma de se conectar ainda mais e encurtar distâncias. A web passou a ser parte praticamente indissociável do cotidiano de muita gente, incluindo as crianças. Essas, inclusive, representam 85%, entre 9 e 17 anos, que utilizam frequentemente a Internet, segundo pesquisa realiza pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cetic.br) em 2017 com 3.102 crianças e adolescentes. E é justamente aí que mora o perigo, já que os pequenos podem ser alvo de criminosos e ações má intencionadas na grande rede. Portanto, vale a pena seguir alguns cuidados:

Uma orientação dada por especialistas – e que é fundamental – é monitorar de perto os sites acessados pelos menores. Observar se existem conteúdos impróprios, como pornografia e violência, além de desafios que estimulem riscos à saúde da própria criança. Não se excluem ainda possibilidades de golpes virtuais, com uso de cartão de crédito dos pais. Por isso, o acompanhamento dos responsáveis sobre quais pessoas estão se relacionando com seus filhos é essencial para evitar aliciamentos, chantagens e outras práticas criminosas.

Outra dica é evitar a exposição desnecessária dos pequenos nas redes sociais. É sempre importante que os adultos estejam atentos ao tipo de imagem reproduzida, pois há o risco do material exposto ser replicado em redes de pedofilia. Além disso, uma maneira de aumentar a segurança é utilizar configurações de privacidade, restringindo o público que deverá acessar o conteúdo compartilhado.

Nos casos em que algum material violento, ofensivo ou pornográfico seja encontrado durante a navegação pela Internet, é importante conversar com as crianças e adolescentes sobre o assunto para que compreendam a gravidade da situação. Nesse momento, vale explicar sobre os canais que recebem denúncias desse tipo de violação, como o Disque 100 e o hotline da Safernet.

Por último, é salutar fazer outros tipos de brincadeiras e atividades que estimulem a criatividade da criançada. Contar histórias, desenhar, pintar e brincar sem o uso excessivo dos dispositivos eletrônicos contribui para uma infância mais saudável.

Abaixo, seguem algumas dicas para monitorar a atividade dos pequenos na Internet:

O aplicativo Family Link, da empresa Google, é gratuito e pode ajudar no controle parental. Com o App, responsáveis podem acessar histórico do navegador e saber o que as crianças fazem no dispositivo Android por meio de relatórios de atividades diários, semanais ou mensais.

O aplicativo também envia notificação para os pais quando a criança quer baixar App na PlayStore, além de permitir gerenciar compras das crianças e ocultar alguns aplicativos. O Family Link ainda recomenda, para as crianças, aplicativos recomendados por professores. O aplicativo está disponível para dispositivos Android e IOS.

Outra dica é baixar o aplicativo Youtube Kids, já configurado para crianças menores de 13 anos e que evitar correr o risco de cair em conteúdo inadequado. O App está disponível para dispositivos Android e IOS.

Childhood Brasil

Criada em 1999 pela Rainha Silvia da Suécia, a Childhood Brasil faz parte da World Childhood Foundation (Childhood) e tem como objetivo a proteção à infância e à adolescência. Para ajudar as famílias, a organização disponibiliza uma cartilha gratuitamente com várias orientações de como tomar os devidos cuidados na Internet. Para acessar, basta clicar AQUI.

Para brincar em casa com apenas papel e caneta na mão

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