Os mitos populares e as tradições culturais brasileiras permeiam o folclore nacional e contam um pouco sobre as raízes do imaginário do Brasil. E no Dia do Folclore, celebrado no dia 22 deste mês, o RioMar Recife promove diversas atividades gratuitas, no Piso L3, como contação de histórias para os pequenos e apresentação de maracatu, frevo e caboclinho, já a partir das 9h30.

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Mas como contar as histórias folclóricas sem assustar as crianças? Existe uma maneira suave de narrar os contos da mula sem cabeça, por exemplo? Para responder essas e outras perguntas, conversamos com a escritora e professora Rosângela Lima, que há mais de três décadas ensina educação infantil para crianças de até cinco anos.

“As histórias do folclore misturam a realidade com a imaginação, que por sua vez se mesclam com as características de cada criança. Por isso é importante que o contador de história conheça o grupo com o qual está trabalhando. Tem que saber dosar a carga de medo que vai haver em cada conto”, explica a professora.

Ela também ensina que o medo não é ruim, que, ao contrário, é até bom, uma vez que empresta emoção à narrativa. “É um medo que as crianças gostam de sentir, que está dentro do livro. O jeito de transmiti-lo é que deve ser explorado, através de uma forma lúdica. Pode-se valer do mistério e das peculiaridades dos personagens”, detalha Rosângela.

Ela usa o Saci Pererê como exemplo.  “A narrativa pode criar um clima de mistério em torno do modo como ele aparece, que é por um redemoinho. Além disso, o Saci pode ser usado para ressaltar a peraltice e ainda como um símbolo de proteção à natureza”, exemplifica.

Por isso, as lendas e os mitos são importantes e devem permanecer vivos na imaginação dos pequenos como uma maneira leve de aprender a cultura popular do País.

Histórias de Monteiro Lobato semeiam a imaginação de todas as idades