Muito presente nesta época do ano, o baião praticamente domina as festas de São João. O ritmo, que carrega na origem do seu nome a razão para ser tão querido – vem de “bailar”, é um convite para dançar “agarradinho”.

 

Datada do século XIX, a musicalidade junina deve, principalmente, a Luiz Gonzaga a sua popularização. O músico, conhecido como o “Rei do Baião”, divulgou a partir dos anos 40, pelas estações de rádio do Rio de Janeiro, essa que hoje é a marca de todo baile matuto.

 

E com Lua, apelido herdado pelo músico por ter o rosto arredondado, os instrumentos musicais também ganharam fama. O trio composto pela sanfona, zabumba e triângulo conquistou os palcos e logo se fez ouvir cada vez mais alto.

 

Com o passar do tempo, várias bandas e grupos de música popular passaram a experimentar outras variações sonoras, alterando a velocidade do ritmo original e conferindo diversidade rítmica ao baião. Foi desse jeito que o forró universitário e o pé-de-serra ganharam força, principalmente durante o São João.

 

Saiba mais sobre os instrumentos:

 

» Sanfona

 

Também conhecida como acordeão, é construída sobre um fole e composto de duas caixas harmônicas de madeira nas extremidades.

 

» Zabumba

 

Tambor de duas peles construído geralmente em madeira. É tocado com uma baqueta de madeira.

 

» Triângulo

 

Barra cilíndrica de metal dobrada em dois pontos convergentes até que uma extremidade se encoste na outra, tomando a forma de um triângulo equilátero. A característica sonora do instrumento é de som metálico, agudo e de longa duração.